quarta-feira, 13 de abril de 2011
Between us
existe um amplo território
dividindo a existência de uma novidade incontrolável
um comodismo incômodo me cerca
Sem palavras ou gestos
apenas olhares congelados
Quero sobrepujar a imundice dos meus fracassos
ter a oportunidade de realizar
Natural seria fazer tudo que sei
e o que gosto de saber
as oportunidades se escondem nos detalhes
como posso conflagrar sem destruir?
como posso fluir sem me espalhar?
é preciso que solte as minhas mãos
sei que quer me levantar
mas só vou seguir em frente
se sozinho caminhar
preciso romper todo esse território
e buscar o que há de novo
tenho três jóias num bolso
e um gato preto no outro
bagagem pra ir embora!
***
domingo, 3 de abril de 2011
Sem acordar
eu que sou tão bom em sonhar
não posso dormir pra sempre
se fosse possível não acordar
e permanecer o sonho
eu poderia ir mais longe
entrar na tua pele
fluir pelos teus ossos
olha, o sol da tarde engana
faz parar e admirar toda maravilha
de um dia seu que foi embora
Sem lirismo a rotina faz cansar
Mesmo eu bom sonhador
Uma hora é preciso acordar
Então o sol do manhã vem
ironicamente menos admirável que o da tarde
é um dia seu que chega
uma porta que se abre
na rotina sem lirismo
sem o fogo nem o vento
é a terra quem comanda
se a agua não vier pra destruir
Meus pedaços se espalham
para em teus ossos fluir
Tua pele me recebe
e meus olhos bem abertos
sonham sem estar dormindo
então eu posso ir mais longe
mesmo estando aqui tão perto
***
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Digressão
Perceba!
tudo esta em tuas mãos
só você pode escolher
seguir em frente ou desistir
mas cada escolha é um caminho
pois seu tempo vai passar
carregado de frustrações e medo
ou focado como fogo
sê um touro pise forte
nada vai te derrubar
não seja! Erga!
Um alicerce forte
vá em frente ganhe o mundo
Siga o norte, não o pólo
sua seta você faz
Honra teus brancos cabelos
já em paz, podes morrer
Sem divagações relapsas
Menos digressões inúteis
viva a decisão que escolhe
vá depressa sem temer
***
sábado, 12 de março de 2011
Nostalgia nova
Aproveitar caminhos insurgentes
Confirmar a própria verdade
sem ar, sem tempo, sem querer, sem poder
Desperdice um pouco mais de tempo
para descobrir que não tem fim
Ao despreocupar-se não morre.
É avesso, sente a vida!
Não perde a ordem.
Não gasta a sorte.
Lembrando-se do que não sabia.
Permita nova vida!
Mas pegue tudo que puder levar nas tuas mãos.
Um adeus num sussurro
Marca mais que um sorriso.
Sem olhar pra trás,
Sem voltar à porta,
Sem causar-se ou causar mágoas
Adiante está o antigo início
Reencontre-o melhor do que estava
Distantes saudades se foram
De perto saudades retornam
Tudo continua distante
Mas não se pode tocar o horizonte,
pois sempre haverá algo adiante
se tudo estiver certo e insurgente
está como deveria ser
e então...
Vamos embora?
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Sal e Areia
Grânulos por gránulos vou me esparramar
fugir da rotina monástica dos uniformes
dos exageros de consumo e de usura,
quero isso fora de minha mochila!
Vou viver a sorte e conhecer a vida
Arrancar de mim os limites humanos
Descansar intrigado com verdade empírica
Salário é sal sob meus pés
Coletando histórias minimalistas
preservando cousas que são esquecidas
Vou sentir na pele intempéries extremas
e cada por de sol terá beleza lírica
Ao reparar que somos ínfimos grânulos
Sou o que foi lançado longe ao vento
Circulei amplos delineados movimentos
E nunca mais ousei pousar como poeira!
***
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Sheol da verdade
Fui assassinado pela verdade
Homicida foi dono da mentira
Escarnecido, veio à tona
em rubra escarlate cólera
Resta a ele, vida e culpa
Resta-me condolências à fria morte
"Era bom e verdadeiro!" irão dizer
Por mais que seja não pôde salvar-me
Que fazer então?
Viver amarga solidão e dor da perda?
Morrer às duras penas da verdade?
Não se pode prever o resultado
No final todos acabam machucados
Mas a "verdade", acaba de matar-me
Pensei em salvar-me matando a verdade
Enterra-la em cova com profundidade
Lacra-la em um sarcófago
Sela-lo com maldições
Mas não há no mundo espaço
pra enterrar toda verdade
Então volto ao meu sepulcro
Mais fácil sumir meu corpo
Que enterrar minha verdade!
***
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Só por hoje
Fácil é deitar e não acordar
Quase tudo que ser quer, se alcança.
A não ser o inalcançável
Há quem ouça a voz de Deus
E os que ficam possuídos
Você fecha seus ouvidos e trabalha sem parar
Segue um caminho simples
Suas cousas seus momentos
vez ou outra se depara
com pobres almas desvairadas
Nada disso te comove você quer chegar em casa
Mas em casa não descansa
Mesmo o simples não é fácil
Quando se quer o inalcançável
Não pense...
Não resolva...
Não desespere...
Só esqueça!
Só por hoje!
***
Quase tudo que ser quer, se alcança.
A não ser o inalcançável
Há quem ouça a voz de Deus
E os que ficam possuídos
Você fecha seus ouvidos e trabalha sem parar
Segue um caminho simples
Suas cousas seus momentos
vez ou outra se depara
com pobres almas desvairadas
Nada disso te comove você quer chegar em casa
Mas em casa não descansa
Mesmo o simples não é fácil
Quando se quer o inalcançável
Não pense...
Não resolva...
Não desespere...
Só esqueça!
Só por hoje!
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